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A ONG precisa da sua ajuda

11419793_955448747831120_2105922749_nUma Organização Não Governamental não tem lucros com os quais pode contar para seus gastos. Nós, da Animal Shelter, não somos diferentes. Tudo o que fizemos, as castrações e atendimentos a animais de rua ou carentes de nossa cidade, são pagos com lucros provenientes dos eventos que realizamos: Cachorros Quentes, Galetos, Bingos e Rifas.

Final de ano é um tempo festivo para as pessoas, mas não para os animais. Para eles, essa é a época de mais abandono por parte de “donos” irresponsáveis. Com o objetivo em mente de não deixar os animais desassistidos durante esse período, tivemos a ideia de fazer uma ação que precisará da ajuda de todos vocês para dar certo: NatAU AniMIAU da Animal Shelter.

Como você poderá fazer parte desse projeto e ajudar?

Simples! Nossa cidade conta com 3 Clínicas Veterinárias: Agropet Várzea, SOS Animais e Vet Bichos e Cia. Para essa campanha, elas estão fazendo preços promocionais de castração ( também com o intuito de ajudar), afinal todos devem fazer a sua parte. Vocês entram diretamente em contato com uma delas e dizem: “Quero pagar a castração de uma gata.” “Pago a castração de um cão macho”. Elas, então,   entram em contato conosco e nós levaremos o animalzinho carente no dia e hora agendado por elas.

Vocês já devem ter visto na nossa página do facebook ou no nosso blog, uma tabela de procriação de gatos e cães. Um casal de cães, por exemplo, pode originar em 10 anos, em sucessivas gerações ( contando duas crias por ano, de 2 a 8 filhotes por cria) 12 animais por ano , e em dez anos, o número absurdo de 80,399, 780. Imagine esse número de cães nas ruas, sendo atropelados, brigando, e sofrendo, passando frio e fome? É essencial que esse número seja quebrado, e a única maneira humana de faze-lo é a castração.

Ajude-nos a castrar! Além da Campanha NatAU AniMIAU da Animal Shelter, estamos programando um BINGO que será realizado no CTG Patrulha do Rio Grande, na sexta feira, dia 18 de dezembro. Aguardamos a sua presença, lá! Se você quiser ajudar com brindes, para as rodadas, pode deixa-los em qualquer uma das clínicas veterinárias já mencionadas ou com os membros da ONG que você conhece.

Os animais Contam com vocês, Patrulhenses!

Sinara Foss

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Adoção: uma responsabilidade que é de todos.

  
Adoção: uma responsabilidade que é de todos.
Quando se fala em temas como adoção e castração de cães e gatos logo se escuta algumas pessoas dizendo que não gostam, não têm e não querem ter um pet em casa. Outras dizem que têm e que cuidam bem dos seus. Com isso, ambos pensam estarem se redimindo de uma responsabilidade que é muito maior.
Mesmo que já tenha cães bem cuidados em casa ou que não tenha interesse em os ter como companhia, todo cidadão é um pouco responsável pelos bichos de rua. Por isso, a mobilização e o financiamento de políticas públicas deve partir, sim, da população. Dos governantes, também, evidentemente, mas todos têm sua parcela.
Podemos ver o problema de duas formas: sócio/ambiental ou saúde pública/econômica. Em ambos chegamos a um denominador comum: é preciso agir logo. 
Um dos melhores exemplos disponíveis no Estado é o município de Gramado. Lá, os comerciantes não queriam animais na frente dos seus estabelecimentos. Ao invés de só reclamar para a Prefeitura e para ONG’s, a Associação Comercial tomou a frente, recolheu dinheiro dos empresários e construiu um canil que é modelo, tanto na sua parte física como operacional. Isso desencadeou campanhas de adoção, castração e posse consciente.
Em suma, quando veres um animal na rua, não o despreze, não ache que ele incomoda, faz sujeira e atrapalha. Ao invés disso, aja. Faça campanha para adotar, dê lar temporário e, principalmente, nunca deixe de dar um carinho, um pote de comida e outro de água e condições de vida mais dignas pra esse bichinho. Poderia ser você no lugar dele.

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Acumuladores x protetores

  
Acumuladores x protetores: a dor da despedida é uma realidade necessária.
Uma confusão precisa ser esclarecida: há uma grande diferença entre acumuladores de animais e protetores. Gostar, teoricamente, todos gostam dos bichinhos. 
O acumulador, porém, como já diz o nome, pega cães e gatos e não tem limites. Deixa-os em grandes números, vivendo em condições precárias, na maior parte das vezes, com pouca comida, sem vacinas e espaço para poderem brincar. Pensam que estão fazendo o bem, mas a realidade é exatamente o contrário. Precisam de ajuda, tanto quanto os que acredita estar ajudando.
O protetor, por sua vez, tem responsabilidade e conhecimento. Sabe que há um limite legal e de sanidade quanto ao número de animais. Ele tem consciência que ter cães ou gatos demanda tempo de atenção e recursos financeiros para que eles e toda a família tenham saúde.

Por isso, criou-se o termo Lar Temporário (LT). Assim, o protetor fica com o animalzinho enquanto busca uma família para o adotar, já que o poder público não dispõe de estrutura suficiente para todos.
Agora, em tempo, como é difícil dar lar temporário. Ver aquele animalzinho crescer, brincar e depois ir para outro lar é um misto de emoções. Ficamos felizes, evidentemente, por ver que escolhemos uma boa família, que vai cuidar bem, brincar, dar amor. Mas, repito, não é nada fácil. É como a despedida de um filho. Sabe-se que ficará bem, ao menos queremos e rezamos pra isso, mas a despedida é dolorosa.
Aí está, por fim, a diferença entre o protetor e o acumulador. Nós, apesar da dor do adeus, sabemos quanto chega a hora dos ‘pequenos’ rumarem para outras missões, alegrarem outras famílias, serem parceiros de outras pessoas.

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Princípios básicos da posse responsável

  
Princípios básicos da posse responsável
Querer muita gente quer ter um cão ou gato em casa. A questão que devemos nos colocar vai muito além disso. Podemos ter um animalzinho conosco ou temos condições de lhe dar a devida atenção?
Recentemente falamos na questão de acumuladores x protetores. Essa coluna de hoje vai além, busca ajudar você, amigo leitor, a criar coragem de ter um bichinho ou, também, de estabelecer um paralelo entre querer e poder adotar. 
Isso porque não adianta olhar uma foto, achar bonitinho e depois não cuidar adequadamente. Imaginem só: O protetor vai lá, resgata, cuida e aí na hora de colocar para a adoção surgem mil interessados. Aí você o convence de que pode dar um bom lar, mas alguns meses depois se dá conta de que estava enganado, que não era bem o que queria para sua vida, então devolve. O trabalho da ONG será redobrado, pois o animalzinho precisará passar por nova campanha e posterior readaptação. Então, pense bem antes de adotar.
Talvez o primeiro ponto a se pensar seja: cão late e gato mia. Ok, isso todo mundo já sabe, certo? Pode até ser que sim, mas poucos se lembram disso na hora em que vêem aquela linda foto no Facebook. Se você não está disposto a ouvir um latido ou miado sequer durante o dia, é melhor não adotar ou procurar rever seus conceitos.
Outro ponto importante: bicho não é ursinho de pelúcia, dessa forma, precisa de espaço para correr e brincar. Se você não tiver tempo diário para uma caminhada, corrida ou brincadeira que seja, você certamente terá algum móvel destruído por ele. O cão não faz isso por maldade, mas, sim, porque é um animal instintivamente acostumado a migrar. Na natureza os cães são capazes de percorrer dezenas de quilômetros diariamente. Imagine só o tédio que o seu cachorro fica quando não há companhia ou não pode gastar suas energias. Portanto, pense em dois ou três cães ao invés de somente um e deixe espaço para eles se divertirem.
Por fim, é preciso saber que ter um animal doméstico despende um recurso extra no seu orçamento. Comida de gente não é comida de bicho. Se você quer que se animalzinho viva bem, tenha o pelo brilhoso e possua longevidade, é preciso escolher uma boa marca de ração. Além disso, é necessário vacinar anualmente ele, levando a um veterinário para que seja também examinado. E, nunca descarte os imprevistos. Os animais também ficam doentes e se machucam. 
Então, tenha isso tudo em mente e acrescente ao seu planejamento familiar. Caso sinta-se confiável e pronto para esse brilhante momento na sua vida, quando compartilhará seus momentos, bons e ruins, com amigos (de quatro patas) verdadeiros, seja bem-vindo. Visite o nosso Facebook, conheça os animais que estão para adoção e seja muito feliz.

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É preciso acreditar na sobrevida!

  
É preciso acreditar na sobrevida. Assim como fazemos com os humanos, amigos e familiares, com os animais também é necessário crer que há salvação, mesmo nos casos mais graves de doenças ou ferimentos.

O sacrifício, ou eutanásia, deixou de ser a primeira opção nesses casos, como era antigamente. Hoje em dia, a ciência está mais evoluída, a medicina veterinária dispõe de novos recursos e os profissionais da área têm ferramentas e conhecimento para lutar por mais tempo contra a morte.

Novamente, da mesma forma como nos humanos, dependendo do caso, o tratamento não é barato. Mas o amor pelos bichinhos muitas vezes supera a dificuldade financeira.

Justamente devido aos avanços da ciência, às vacinas eficientes e às rações mais equilibradas é que hoje vemos um número crescente de cães ultrapassando a marca dos 15 anos de vida. Não se pode mais admitir o simples sacrifício como única alternativa. Até mesmo cães e gatos com problemas de mobilidade, ocasionados por um acidente ou pela idade, já dispõem de equipamentos com rodas, por exemplo, que lhes dão exatamente a sobrevida de que falamos.

Para encerrar, talvez um dos mais belos exemplos disso tenha sido divulgado nesta semana no Facebook. A integrante e líder da ONG Animal Shelter, Sinara Foss, postou no seu perfil na rede social um vídeo de sua gatinha cega brincando normalmente. Esse bichinho fora condenado, em algum momento da vida. Não se sabe se nasceu sem os olhos ou foi vítima de alguma maldade humana. Fato é que, para muitos, um felino sem o seu principal sentido, a visão, não deveria viver ou não teria condições de ser feliz. O vídeo prova o contrário. Mesmo sem enxergar, a gata pula, afia as garras, se equilibra, enfim, vive a sobrevida que lhe foi concedida.

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CÃES COMUNITÁRIOS

  
Em um mundo ideal, não existiriam cães de rua, somente os animais selvagens, que vivem nas matas, e os domesticados, em casas bem estruturadas. Simples assim. Porém, a realidade é diferente. E a grande população de rua faz com que uma modalidade paliativa surja: os cães comunitários.
São eles tratados não por uma pessoa ou família, mas por várias. Como não podem os ter dentro de casa, muitas vezes porque já possuem outros animais, elas lhes dão comida e água, diariamente.
Os cães comunitários vivem soltos. Por isso, a ONG Animal Shelter faz o máximo possível para os dar um lar, após a castração. Quando as negativas são tantas a ponto de se esgotarem as vagas de hotelaria nas Clínicas e nos Lares Temporários, só resta lhes colocar novamente na rua.
Como já foram castrados e vacinados, não procriarão mais e, ao menos por um ano, não correm risco de contrair doenças virais. Mesmo assim, continuam precisando de carinho e alimento.
Dessa forma, mesmo que esse método de tratar não seja o ideal, enquanto não houver uma política-pública mais eficiente para castração em massa e que crie vagas num canil com suporte adequado, a modalidade de Cães Comunitários deve ser aceita pela sociedade, que precisa colaborar, dando ração de qualidade, água e um carinho, que nunca são demais. 

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AMAR QUEM NOS AMA DE VERDADE

  
Para alguns, eles são apenas bichos. Para nós, da ONG Animal Shelter, e para boa parte da população, os animais são amigos, parceiros fiéis, inseparáveis, verdadeiros. É por isso que nós cuidamos tanto deles. Porque sabemos que sempre cuidarão de nós, haja o que houver. Sob quaisquer circunstâncias, estarão sempre ao nosso lado.

Essa lealdade é fácil de ser notada. Basta ver o morador de rua, que tem pouco ou quase nada e, mesmo assim, é seguido fielmente por um ou mais cães. O cavalo, mesmo açoitado, pobre coitado (e falaremos mais sobre isso em outras edições), não perde jamais a lealdade ao seu criador.

Os bichos são assim. Isso faz parte da vida deles, seguir e ser fiel sob todas as circunstâncias. Nós, humanos, ditos racionais, somos capazes de atrocidades que um animal jamais faria.

Esses são, pois, apenas alguns argumentos que facilmente podem ser interpretados e absorvidos e que explicam porque amamos tanto esses amigos de quatro patas.

A partir de agora, neste espaço gentilmente cedido pela Folha Patrulhense, falaremos sobre cães, gatos e outros bichos. O foco desta coluna será, porém, principalmente voltado a temas extremamente pertinentes que devem, sim, ser debatidos nos meios sociais. Alguns exemplos são: adoção, abandono, cuidados como vacinação e alimentação adequadas, posse consciente, castração, responsabilidade social, entre outros.

Além disso, toda a semana você, caro leitor, encontrará aqui um novo amiguinho, cão ou gato, que foi resgatado e está a procura de um novo lar.

LEGENDA: Macaquinha foi resgatada junto com outros nove irmãos. Terá porte M. Está em lar temporário, junto com a Sandra Martins. Ela é a última da ninhada aguardando uma família definitiva para chamar de sua!!!